quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"Maria" - Fernanda Brum [Celebrando o Natal]


Música de Fernanda Brum, cantora evangélica, para Nossa Senhora.
Faço das minhas palavras as palavras do Pe. Fábio de Melo:
" O que nos une é maior do que as diferenças que nos separam, que é o amor a Jesus Cristo."

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Decidir por Cristo

 
Escolher viver em Cristo não significa que nossa vida será cheia de tristeza e solidão, mas de uma renúncia diária que consiste numa luta pessoal entre nós mesmos e as coisas do mundo, aquelas que ferem a integridade dos filhos de Deus e os afasta da Vida Eterna.
Em Luc. 9: 23-25, está escrito: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque quem quiser salvar sua vida, perdê-la-á, mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-a.  Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se vem a perder a si mesmo e se causa a sua própria ruína?”
O Primeiro Mandamento diz que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Amar a Deus em primeiro lugar significa aceitar todos os seus desígnios, pensar primeiro Nele, abrindo mão das nossas vontades, dos nossos impulsos e tornando-nos semelhantes a Seu Filho. E depois, estar a serviço uns para com os outros. Como Jesus não veio para ser servido, mas para servir, faz parte da nossa missão também sermos servidores do Reino, anunciadores da Palavra e semeadores da Paz, da Justiça e do Amor.
Ora, Nosso Pai nos criou para a imortalidade e quer que habitemos para sempre com Ele na glória do Céu. Jesus, quando veio a primeira vez à Terra, não nos prometeu uma vida sem dificuldades, não nos prometeu um mar de rosas, mas antes advertiu-nos: “No mundo tereis aflições. Coragem! Eu venci o mundo!” Jo. 16: 33
Para se conseguir a Vida Eterna é preciso se decidir por Cristo com a consciência de que tudo nos é permitido, mas nem tudo convém. Temos pois que ser seus seguidores, cada um na condição na qual se sente chamado, renunciando toda espécie de pecado e voltando-se novamente para Deus quando, por fraqueza, cometermos alguma falta.
E, é claro, abolindo de vez a idéia de que Deus é um Pai castigador e cruel, pois Seu coração é repleto de Misericórdia em Cristo Jesus, sempre disposto a nos acolher, a nos perdoar e a nos dar quantas chances forem precisas para um dia estarmos na Sua companhia!
Quando fazemos de Dele o Nosso melhor amigo, não há espaço para a tristeza e é possível perceber no decorrer do dia a Sua presença. E mesmo nas situações mais complicadas em que até mesmo nós achávamos que não suportaríamos passar, Ele se mostra nosso amparo nos sustentando pelo Seu Amor.
Tudo isso se resume na Fé e na Confiança em Deus pois não pode haver escolha sem certeza e sem perseverança.

Jesus, eu confio em Vós!

Lívia Simões

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Jesus é o Caminho


Mensagem retirada do Diário de Santa Faustina (1905-1938): 

“…vi duas estradas: Uma estrada larga, atapetada de areia e flores, cheia de alegria e de música e de vários prazeres. As pessoas caminhavam por essa estrada dançando e divertindo-se — estavam chegando ao fim, sem se aperceberem disso. E, no final dessa estrada, havia um enorme precipício, ou seja, o abismo do Inferno. Essas almas caíam às cegas na voragem desse abismo; à medida que iam chegando, assim tombavam. E seu número era tão grande que não era possível contá-las. E avistei uma outra estrada, ou antes uma vereda, porque era estreita e cheia de espinhos e de pedras, por onde as pessoas seguiam com lágrimas nos olhos e sofrendo dores diversas. Uns tropeçavam e caíam por cima dessas pedras, mas logo se levantavam e iam adiante. E no final da estrada havia um magnífico jardim, repleto de todos os tipos de felicidade e aí entravam todas essas almas. Já no primeiro momento, esqueciam de seus sofrimentos” (D.153).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

As Perdas e o Tempo de Deus

“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus.” Ecle. 3:1

            As perdas, sejam elas quais forem, são inevitáveis. Elas costumam provocar sofrimentos e toda espécie de vazio interior. São o que costumo chamar de verdadeiros testes de fé àquele que diz seguir e amar ao Senhor porque quando perdemos algo ou alguém que amamos muito, corremos o risco de cair na tentação de duvidar da presença de Deus.
Mas não é porque não temos mais aquilo que gostávamos ou porque o que queríamos não aconteceu que vamos deixar de lado a nossa fé. A fé não consiste em acreditar em Deus somente quando estamos satisfeitos, mas, principalmente, quando estamos fracos e sem, aparentemente, nada de bom para ofertar. É na fraqueza que se revela totalmente a Sua Força.
Nem sempre receberemos na hora que queremos aquilo que pedimos; nem sempre a vida do cristão será cheia de boas surpresas e nem sempre a nossa vontade é a Vontade de Deus. Cabe a nós, quando rezarmos, além de depositar Nele toda a nossa confiança, também saber pedir que se realizem os Seus Planos em nossa vida, não os nossos, porque só Ele, que é Pai, conhece o que é melhor para cada um de nós.
            “Todas as coisas que Deus fez são fez são boas, a seu tempo. Ele pôs, além disso, no seu coração, a duração inteira, sem que ninguém possa compreender a obra divina de um extremo a outro.” Ecle. 3:11
            Por isso, é preciso suportar as demoras do Senhor na esperança de um tempo melhor em que as coisas que parecem obscuras hoje, estejam, mais tarde, claras e resolvidas. Por outro lado, também é preciso lembrar que nenhum mal vem de Deus, mas só Ele é capaz de tirar de um mal um bem maior. Além disso, todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus.
            Às vezes, não entendemos a razão de tal situação acontecer conosco. E, na verdade, não devemos nos preocupar com isso, senão, podemos cair no vazio da ilusória tentativa de compreender o que não está ao nosso alcance. Mas, se por acaso, cairmos nesse vazio, é normal. O que não é normal é permanecermos nele. Essa não é uma atitude de quem tem fé.
            Se alguém acha que perdeu a alegria de viver porque alguém se foi ou porque algo não deu certo, é porque estava colocando sua esperança no que é imperfeito. Contudo, só Deus é perfeito e só Ele pode preencher o nosso coração e nos devolver a alegria, não aquela que o mundo dá, mas a que vem do Alto. Essa sim, afasta de nós todo o espírito de tristeza e de morte.
            Somente preenchidos com a força do Espírito Santo e orientados pela Palavra conseguiremos o entusiasmo de seguir em frente lutando contra as nossas fraquezas e provações, cientes de que o nosso tempo nem sempre é o tempo de Deus, contudo, o relógio da Providência Divina nunca falha.
            Eis que o Senhor faz novas todas as coisas! Deixemo-nos guiar por Ele! Que nenhuma perda ou frustração seja para nós motivo de queda ou enfraquecimento, mas um momento para nos abrirmos à graça e à Misericórdia Divina que subsiste para sempre no Amor de Deus. Este, nunca perderemos porque a única coisa que Deus não pode realizar é deixar de nos amar.

Jesus, eu confio em Vós!

Lívia Simões

sábado, 30 de outubro de 2010

Precisamos de Santos


“Precisamos de Santos sem véu  ou batina. 
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. 
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.

Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. 

Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. 

Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man. 
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer uma pizza no fim de semana com os amigos. 
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. 
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. 
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".
(Papa João Paulo II)

Louvar a Deus além do sofrimento

          
            “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Mateus 11:28
            Todos nós estamos sujeitos ao sofrimento, seja qual for a maneira como ele aconteça, através de uma doença, uma perda de alguém que amamos, uma falta de perdão, a solidão... não importa, ninguém escapa das tribulações da vida.
            Às vezes elas se dão como desafios ou oportunidades de auto-superação, outras vezes elas serão como o que costumo chamar de testes de fé, quando o fardo parece pesado demais para suportar e então o inimigo aproveita nosso cansaço, nossa fraqueza para nos colocar contra Nosso Pai, para nos dar a vontade de desistir de viver e de procurar a saída dos nossos problemas nas coisas inúteis deste mundo. É quando tudo parece dar errado e sentimos uma profunda ausência de Deus, quando, na verdade, Ele está mais perto do que podemos imaginar.
Assim como Deus provou Seu amor à humanidade enviando Seu Filho Unigênito para morrer em nosso lugar e nos livrar da perdição eterna, assim também temos que provar nosso amor a Ele nas horas mais difíceis, mesmo que não consigamos ver Sua presença tão nitidamente naquele momento. “Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação” (Eclo. 2,5). Ora, seria muito fácil acreditar em Deus somente quando tudo está bem ou quando aquilo que pedíamos acontece.
Mas quando se experimenta Seu amor, também se experimenta o deserto, quando é preciso caminhar com as próprias pernas, amadurecendo a fé durante a caminhada, dia após dia. Não significa que estamos sozinhos, mas que a partir daquele momento temos a oportunidade de enaltecer a nossa confiança, apesar de tudo aquilo de ruim que nos acontece.
Mesmo que o tentador nos diga que estamos sozinhos, que Deus não tem cuidado de nós, que nossas orações não serão atendidas e que de nada adianta rezar porque mesmo rezando as coisas não acontecem como esperávamos, não devemos dar ouvidos a tentação! Seu propósito é nos afastar da Luz e de nos manter na escuridão até que percamos a fé em Cristo. O problema é que muitos confiam, mas quando os dias de sofrimento chegam, quando tudo já não está mais tão claro, quando é mais preciso se abandonar em Deus, é exatamente quando muitos O largam porque deram ouvidos ao demônio.
Meus irmãos, nem sempre Deus nos falará através de grandes acontecimentos, de milagres ou aparições, mas também através das pequenas coisas do dia-a-dia. Só quando nos damos conta disso é que percebemos que Ele nunca Se afastou. É preciso ter discernimento, pra saber quando Deus nos fala, o que é bom e o que não é.
No entanto, nenhum sofrimento deste mundo pode superar Seu amor porque este é infinitamente maior! Os dias obscuros passarão, o sofrimento passará. Só Deus permanece e Ele decidiu permanecer ao nosso lado!
Nossa parte é confiar. A confiança gera o louvor. Assim como Maria aceitou pela confiança o Plano Divino de conceber Jesus e louvou a Deus no Magnificat, assim também nós devemos confiar e louvá-lO sempre. Louvá-lO por ter nos dado o dom de viver, a oportunidade de aprender, de amar, de fazer a diferença para um mundo melhor e principalmente, de anunciá-lO a todos aqueles que não têm esperança nem O conhecem.
Nossa parte é dizer sim a Vida e agradecê-lO com cânticos de louvor pelas graças que recebemos todos os dias! O louvor liberta e cura. Através dele, Jesus age mais livre e rapidamente sobre as nossas misérias e nossas orações se tornam ainda mais eficazes.
Nossa parte é não desistir de Deus assim como Ele jamais desistiu de nós.

Lívia Simões 

                                 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Outubro: Mês das Missões

Ser Missionário não é privilégio de determinadas pessoas, mas a essência de ser cristão. E anunciar o Evangelho é responsabilidade de toda a comunidade para viver a fé. Portanto, nenhuma comunidade é fiel à sua vocação se não é missionária. 
Ser missionário não é só percorrer grandes distâncias, ir para outros países, mas a difícil viagem de sair de si mesmo, ir ao encontro do outro, ir ao encontro do "diferente", ir ao encontro do marginalizado - o preferido de Jesus.
Jesus, no início de seu ministério, escolheu os doze apóstolos para viver em comunhão com Ele e lhes explicava o mistério do Reino (Mc 11,33-34). Também agiu da mesma forma com o grupo de setenta e dois discípulos (Lc 10,17-20), pois Ele demonstra claramente que quer falar-lhes ao coração. Hoje somos nós que temos a obrigação de ouvir Jesus, por isso é importante a meditação, o silêncio e a oração para que possamos entender porque Jesus prefere os marginalizados. No entanto, não podemos ficar só contemplando. Temos o dever, como batizados, de levar Jesus Cristo a todas as pessoas, principalmente aquelas que mais sofrem: os abandonados, os marginalizados e tantas outras pessoas que a sociedade ignora.
Outro ponto importante para o Discípulo e Missionário é a comunhão, que não é apenas o ato de comungar, porque a comunhão engloba a partilha, o amor, a justiça, a caridade e tudo o mais que Jesus ensinou em seu Evangelho, pois ela é a fonte e o ponto mais alto da vida cristã. Na Eucaristia nutrem-se as novas relações evangélicas que surgem do fato de sermos filhos e filhas do Pai e irmãos e irmãs de Jesus Cristo.
Portanto, a própria natureza do cristianismo consiste, em reconhecer a presença de Jesus Cristo e segui-lo. Essa foi a maravilhosa experiência daqueles primeiros discípulos que, encontrando Jesus, ficaram fascinados e cheios de assombro frente a excepcionalidade que lhes falava, diante da maneira como os tratava, coincidindo com a fome e sede de vida que havia em seus corações.
Outro ponto importante que como discípulos e missionários temos é o nosso encontro com Jesus através do Sacramento da reconciliação, que é o lugar onde experimentamos de maneira singular o encontro com Jesus Cristo, que se compadece de nós e nos dá o dom de seu perdão misericordioso, nos faz sentir que o amor é mais forte que o pecado cometido, nos libera de tudo o que nos impede de permanecer em seu amor, nos devolve a alegria e o entusiasmo de anunciá-lo aos demais de coração aberto e generoso.
Entre todos os Discípulos e Missionários de Jesus Cristo, está Maria, a máxima realização da existência cristã como um vivente trinitário de “filhos no Filho” que nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé (Lc 1,45) e obediência à vontade de Deus (Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das orações de Jesus (Lc 19,51), é a discípula mais perfeita do Senhor. Interlocutora do Pai em seu projeto de enviar o Verbo ao mundo para a salvação humana. Com sua fé, Maria chegou a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação da fé como Mãe de Jesus Cristo, e depois dos discípulos, sem estar livre da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai. Alcançou desta forma, o fato de estar ao pé da cruz em comunhão profunda, para entrar plenamente no mistério da Aliança.
Como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a se experimentarem como família, a família de Deus.
Temos que sair de nós mesmos e estar disponíveis para auxiliar o nosso próximo que pode estar em nossa própria casa ou em nosso trabalho. Por isso é importante a humildade e o serviço para que possamos levar as mensagens de Jesus Cristo, sem distinção, sem escolha de categoria social, mas como o próprio Jesus nos ensinou: “o que fizerdes ao menor dos meus irmãos é a Mim que estarás fazendo”. 

Adaptado do texto de: Adilson Ary Todeschi
Presidente da CNCMB